A palavra dialeto deriva do grego dialektos, que significa “discussão”,” conversação” e também " língua". Nas Línguas modernas o termo dialeto assumiu o significado de “falar regional", em oposição à língua (nacional).
Podemos entender por dialeto as variações de pronúncia, vocabulário e gramática pertencentes a uma determinada língua. Os dialetos não ocorrem somente em regiões diferentes, pois numa determinada região existem também as variações dialetais etárias, sociais, referentes ao sexo masculino e feminino e estilísticas.
Como exemplo de variação regional, encontramos certas palavras possuindo significados que necessitam de “tradução”, caso de “pastelaria” significando para os brasileiros o lugar onde se vende pastel de carne, queijo e palmito basicamente. Em Portugal vamos à pastelaria comprar pães doces, bolinhos e outras guloseimas do gênero. Um carro velho e muito usado é apelidado de “chocolateria” em Portugal, mas no Brasil não se usa esse termo.
Existem dialetos que evidenciam o nível social ao qual pertence um indivíduo. Os dialetos mais prestigiados são das classes mais elevadas e o da elite é tomado não mais como dialeto e sim como a própria “língua”. A discriminação do dialeto das classes populares é geralmente baseada no conceito de que essa classe por não dominar a norma padrão de prestígio e usar seus próprios métodos para a realização da linguagem, “corrompem” a língua com esses “erros”. No entanto, as transformações que vão acontecendo na língua se devem também à elite que absorve alguns termos de dialetos de classes mais baixas, provocando uma mudança lingüística, e aí o “erro” já não é mais erro... e nesse caso não se diz que a elite “corrompe” a língua.
A camada mais jovem da população usa um dialeto que se contrasta muito com o usado pelas pessoas mais idosas. Os jovens absorvem novidades e adotam a linguagem informal, enquanto os idosos tendem a ser mais “conservadores”. Essa falta de conservadorismo característica no dialeto dos jovens costuma trazer mudanças na língua. Algumas gírias usadas por jovens da década de setenta no entanto não entraram na língua e são hoje em dia raramente usadas como “pisante” para sapato ou “cremilda” para dentadura. A palavra “legal” entretanto, foi aceita e hoje é usada amplamente na linguagem informal, abrangendo todas as faixas etárias.]
O sotaque e o dialeto de uma pessoa varia sistematicamente segundo a formalidade ou informalidade da situação em que se encontra. (Linguagem e lingüística. Uma introdução – John Lyons).”
ASSALTANTE MINEIRO"Ô sô, prestenção. Issé um assarto, uai! Levantus braçu e fiketin quié mióprucê. Esse trem na minha mão tá chein di bala... Mió passá logo os trocadoque eu num to bão hoje. Vai andano, uai ! Xispa daqui!!! Tá esperanuquê,sô?!"ASSALTANTE BAIANO"Ô meu rei... (pausa). Isso é um assalto... (longa pausa). Levanta os braçosmas não se avexe não... (outra pausa) Se num quiser nem precisa levantar,pra num ficar cansado. Vai passando a grana, bem devagarinho (pausa prapausa). Num repara se o berro está sem bala, mas é pra não ficar muitopesado. Não esquenta meu irmãozinho, (pausa). Vou deixar teu documentos naencruzilhada."
Podemos entender por dialeto as variações de pronúncia, vocabulário e gramática pertencentes a uma determinada língua. Os dialetos não ocorrem somente em regiões diferentes, pois numa determinada região existem também as variações dialetais etárias, sociais, referentes ao sexo masculino e feminino e estilísticas.
Como exemplo de variação regional, encontramos certas palavras possuindo significados que necessitam de “tradução”, caso de “pastelaria” significando para os brasileiros o lugar onde se vende pastel de carne, queijo e palmito basicamente. Em Portugal vamos à pastelaria comprar pães doces, bolinhos e outras guloseimas do gênero. Um carro velho e muito usado é apelidado de “chocolateria” em Portugal, mas no Brasil não se usa esse termo.
Existem dialetos que evidenciam o nível social ao qual pertence um indivíduo. Os dialetos mais prestigiados são das classes mais elevadas e o da elite é tomado não mais como dialeto e sim como a própria “língua”. A discriminação do dialeto das classes populares é geralmente baseada no conceito de que essa classe por não dominar a norma padrão de prestígio e usar seus próprios métodos para a realização da linguagem, “corrompem” a língua com esses “erros”. No entanto, as transformações que vão acontecendo na língua se devem também à elite que absorve alguns termos de dialetos de classes mais baixas, provocando uma mudança lingüística, e aí o “erro” já não é mais erro... e nesse caso não se diz que a elite “corrompe” a língua.
A camada mais jovem da população usa um dialeto que se contrasta muito com o usado pelas pessoas mais idosas. Os jovens absorvem novidades e adotam a linguagem informal, enquanto os idosos tendem a ser mais “conservadores”. Essa falta de conservadorismo característica no dialeto dos jovens costuma trazer mudanças na língua. Algumas gírias usadas por jovens da década de setenta no entanto não entraram na língua e são hoje em dia raramente usadas como “pisante” para sapato ou “cremilda” para dentadura. A palavra “legal” entretanto, foi aceita e hoje é usada amplamente na linguagem informal, abrangendo todas as faixas etárias.]
O sotaque e o dialeto de uma pessoa varia sistematicamente segundo a formalidade ou informalidade da situação em que se encontra. (Linguagem e lingüística. Uma introdução – John Lyons).”
ASSALTANTE MINEIRO"Ô sô, prestenção. Issé um assarto, uai! Levantus braçu e fiketin quié mióprucê. Esse trem na minha mão tá chein di bala... Mió passá logo os trocadoque eu num to bão hoje. Vai andano, uai ! Xispa daqui!!! Tá esperanuquê,sô?!"ASSALTANTE BAIANO"Ô meu rei... (pausa). Isso é um assalto... (longa pausa). Levanta os braçosmas não se avexe não... (outra pausa) Se num quiser nem precisa levantar,pra num ficar cansado. Vai passando a grana, bem devagarinho (pausa prapausa). Num repara se o berro está sem bala, mas é pra não ficar muitopesado. Não esquenta meu irmãozinho, (pausa). Vou deixar teu documentos naencruzilhada."
ASSALTANTE CARIOCA"Aí, perdeu, mermão! Seguiiiinnte, bichxu. Isso é um assalto, sacô? Passa agrana e levanta usch braço rapá... Não méchxi que eu te passo o cerol....Vai andando vira a isssquina e se olhar pra tráiiss vira presunto..."ASSALTANTE PAULISTA"Isto é um assalto! Erga os braços! Porra, meu..Passa logo a grana, meu.Mais rápido, meu, que eu ainda preciso pegar a bilheteria aberta pru jogo doCorintias, meu ...Pô, agora se manda, meu, vai... Vai.."
ASSALTANTE GAÚCHO"Bah gurí, ficas atento... Isso é um assalto. Levanta os braços e te aquietatchê !Não tentes nada e cuidado que esse facão corta uma barbariiidaaade,tchê. Passa as pilas prá cá ! Tri-legal! Agora, te mandas, senão o quarentae quatro fala."
ASSALTANTE DE BRASILÍA Querido povo brasileiro, estou aqui no horário nobre da TV para dizer que no final do mês, aumentaremos as seguintes tarifas: Energia, Água, Esgoto, Gás,Passagem de ônibus, Imposto de renda, Licenciamento de veículos, Seguroobrigatório, Gasolina, Álcool, IPTU, IPVA, IPI, ICMS, PIS, COFINS.

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